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	<title>AITA Expedições &#187; Diário de Bordo</title>
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	<description>Sinônimo de Aventura!!!</description>
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		<title>Retorno ao Brasil</title>
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		<pubDate>Wed, 31 Aug 2011 03:10:53 +0000</pubDate>
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				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje é o dia que retornaremos a casa! Toda viagem é sempre muito estimulante mas depois de algum tempo as saudades aperta demais o coração. Vivemos momentos espetaculares neste exótico país de muitos contrastes, onde a natureza se preserva com as extremidades do clima e do relevo, onde somente os bravos e fortes podem suportar. &#8230; </p><p><a class="more-link block-button" href="http://aitaeventos.com.br/mongolia/?p=302">Continue lendo &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje é o dia que retornaremos a casa! Toda viagem é sempre muito estimulante mas depois de algum tempo as saudades aperta demais o coração.</p>
<p>Vivemos momentos espetaculares neste exótico país de muitos contrastes, onde a natureza se preserva com as extremidades do clima e do relevo, onde somente os bravos e fortes podem suportar. Os nômades se transformaram em grandes guerreiros com um espírito de luta invejável, onde todos contribuem para que suas raízes não se percam junto ao progresso iminente e das riquezas minerais de seu solo.</p>
<p>Olhamos do alto como se comportam, como vivem uma vida simples e como se adaptaram com os poucos recursos oferecidos e conseguiram conquistar o mundo. Continuamos nosso voo e vimos os relevos se modificarem lentamente, de estepes gramadas, a vales rochosos e desertos de cascalho e areia. Em cada local uma surpresa!</p>
<p>A companhia não podia ser melhor. Alfredo era nosso equílibrio entre minha explosão de entusiasmo e as dúvidas de Edson. Um homem equilibrado e de uma disposição física invejável. Sempre pronto a ajudar e sempre sem sequer uma reclamação. Kolumbus é um figura a qual amo tanto, meu companheiro de grandes viagens que aprendi a entender o seu jeito de criança diante de cada novidade. Não há o que se falar do resto da equipe. Estávamos muito unidos em um propósito. Marco sempre paciente a nos explicar em pouco tempo tudo aquilo que adquiriu em anos de vivência neste país. Raffaele se transformou em algo mais do que um grande amigo, um laço mais forte de cumplicidade e experiências vividas nos une além do oceano que nos separará. Alessio, além de um grande piloto e viajante experiente, uma companhia agradável que podíamos confiar. Antônio era o mais curioso, artista de coração e Mokho e Suchra eram muito prestativos em todas as nossas necessidades.</p>
<p>Estou como sempre no café da manhã no Cafe Amsterdam, um local agradável onde podemos relaxar e trabalhar tranquilos, e com certeza sentirei saudades! Já arrumei todas as minhas malas, organizei todos equipamentos que trouxemos e agira só nos resta aguardar o momento de partir. Vou caminhar um pouco e registrar em minha mente tudo aquilo que viví neste dias memoráveis.</p>
<p>Nos vemos todos no Brasil!!!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Retorno a Capital Ulaanbatar</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Aug 2011 03:18:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aitaexp</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>

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		<description><![CDATA[Saimos cedo de Mandalgovi pois ainda teríamos mais uma longa viagem rumo a Capital, sempre por estradas de terra que em alguns pedaços são transitadas somente com off-road. Durante o percurso vamos conversando bastante sobre tudo. Eu tinha um pen drive com várias músicas brasileiras e passou um forró de uma mulher gaga que todos &#8230; </p><p><a class="more-link block-button" href="http://aitaeventos.com.br/mongolia/?p=294">Continue lendo &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-295" title="no carro" src="http://aitaparamotor.com/mongolia/wp-content/uploads/2011/08/no-carro-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" />Saimos cedo de Mandalgovi pois ainda teríamos mais uma longa<br />
viagem rumo a Capital, sempre por estradas de terra que em alguns pedaços são<br />
transitadas somente com off-road. Durante o percurso vamos conversando bastante<br />
sobre tudo. Eu tinha um pen drive com várias músicas brasileiras e passou um<br />
forró de uma mulher gaga que todos riram muito. Raffaele quer que eu grave pra<br />
ele!</p>
<p>No meio do caminho víamos uma movimentação estranha dos<br />
motoristas que não paravam de falar ao rádio. Não dava pra entender muita coisa<br />
pois eles falam a língua da Mongólia mas o que deu pra perceber é que eles<br />
estavam perdidos em meio ao deserto. Após muitos desvios chegamos a um pequeno<br />
vilarejo onde precisamos abastecer de combustível os carros, mas quando<br />
chegamos ao posto não havia ninguém pra atender. Depois de rodarmos pela cidade<br />
Suchra se informou e bateu em uma casa que disseram ser do frentista. Do não,<br />
da frentista uma vez que aqui na Mongólia as mulheres trabalham em tudo mais<br />
que os homens. Em todos os acampamentos que paramos quem vinha pegar nossas<br />
pesadas malas eram as mulheres. Nos postos quem trabalha de frentista são<br />
mulheres. Garçonetes e mais uma infinidade de trabalhos são feitos pelas<br />
mulheres. Aliás vemos as mulheres mais entrosadas entre elas, em grupos<br />
grandes, enquanto os homens são mais fechados. Carro abastecido e novamente<br />
dentro da rota seguimos viagem.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-300" title="antonio procura" src="http://aitaparamotor.com/mongolia/wp-content/uploads/2011/08/antonio-procura-300x162.jpg" alt="" width="300" height="162" />O comboio parava de tempo em tempo para algumas análises do<br />
solo. Toda parada tinha dois ou três que estavam tipo cão farejador com a cara<br />
pelo chão a procura de sabe Deus o que. Nós, pilotos, aproveitávamos para bater<br />
fotos, gravar vídeos ou simplesmente esticar-se.</p>
<p>Passamos em meio a uma cidade que os ônibus paravam para o<br />
pessoal comer. Praticamente uma rua de terra que cortava algumas edificações<br />
simples, de madeira ou alvenaria mas com aspecto estranho onde algumas meninas<br />
gritavam oferecendo o cardápio. Entramos em um destes locais para comer<br />
Huushuur, a mesma sopa de carne de sempre, que é boa! Aliás estou tomando chá<br />
quente com a comida, o que por aqui é um hábito que creio seja saudável, uma<br />
vez que este calor deve facilitar a digestão e eliminação de gorduras do<br />
organismo.</p>
<p>Continuando viagem o relevo transformou-se em deserto a<br />
estepes com seus longos gramados e algumas grandes colinas emolduravam o<br />
cenário. O vento estava forte mas via que batia sempre de frente a alguma<br />
colina e daria pra brincar bastante de voo livre com aquelas condições. Propus<br />
a Raffaele esta brincadeira mas Marco queria chegar logo a capital para se<br />
organizar e poder fazer um balanço de nossa participação neste importante<br />
aventura.</p>
<p>Finalmente chegamos a capital e já vemos o trânsito muito<br />
louco desta metrópole em crescimento. Não vemos muitas motos mas carro tem<br />
demais. O trânsito é sempre pesado e nunca dá uma trégua. Retornamos ao Guest<br />
House (hotel) que ficamos as outras noites e descarregamos totalmente os<br />
carros. Os equipamentos estavam todos desarrumados, as velas ainda abertas nos<br />
quick packs, os motores cheios de gasolina&#8230; Até o último momento tínhamos<br />
esperança de fazer um voo antes de chegarmos a Ulaanbatar.</p>
<p>Estamos exaustos mas mesmo assim vamos jantar e retornamos<br />
ao nosso quarto para descarregarmos algumas imagens&#8230; Nosso quarto está muito<br />
estranho, a única coisa boa que ele tinha era a ducha mas recebemos a triste<br />
notícia que água quente só depois do dia 1º de setembro&#8230; Encaramos o banho<br />
gelado mas é impossível! Na verdade é um meio banho onde molha um pouco aqui,<br />
grita, molha outro pouco lá e berra&#8230;kkk</p>
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		<title>Rumo a Mandalgovi</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Aug 2011 03:03:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aitaexp</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>

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		<description><![CDATA[Acordei muito cedo com o barulho dos motores de nossos equipamentos, saio pra checar e vejo Alessio e Raffaele que já estão voando. Fazia frio logo cedo e o sol estava emanando seus primeiros raios. Que visual incrível do nascer do sol em uma atmosfera incontaminada como aquela do deserto de Gobi. Apesar do frio &#8230; </p><p><a class="more-link block-button" href="http://aitaeventos.com.br/mongolia/?p=287">Continue lendo &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-288" title="alfredosuchra" src="http://aitaparamotor.com/mongolia/wp-content/uploads/2011/08/alfredosuchra-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" />Acordei muito cedo com o barulho dos motores de nossos<br />
equipamentos, saio pra checar e vejo Alessio e Raffaele que já estão voando.<br />
Fazia frio logo cedo e o sol estava emanando seus primeiros raios. Que visual<br />
incrível do nascer do sol em uma atmosfera incontaminada como aquela do deserto<br />
de Gobi. Apesar do frio fico por ali admirando o espetáculo de luzes, cores e<br />
dança do paramotor em voo. O espetáculo é interrompido quando Suchra entra<br />
muito nervoso em nossa Ger para pegar nossas bagagens e Marco que vem atrás com<br />
o seu café da manhã insistindo que ele comesse. Suchra é do tipo parrudão e mal<br />
encarado quando está alegre, imagina nervoso! Ele havia discutido com Mokho e<br />
não queria sentar-se a mesa do café com ele. Marco para descontraí-lo um pouco<br />
riscou um círculo no chão e o chamou para uma luta de sumô&#8230; Foi muito<br />
engraçado pois ele corria a cada investida de Suchra. Alessio também o desafiou<br />
de brincadeira e depois foi a vez de Alfredo que correu assim que Suchra abriu<br />
os braços&#8230; Quanta risada.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-289" title="alfredocomendo" src="http://aitaparamotor.com/mongolia/wp-content/uploads/2011/08/alfredocomendo-300x181.jpg" alt="" width="300" height="181" />Tínhamos que partir cedo pois teríamos uma longa e cansativa<br />
viagem pela frente, cerca de 400Km em estradas de terra com a velocidade dos<br />
carros variando entre 20Km/h e 80Km/h. Para piorar eu havia decolado o dia<br />
anterior somente de camiseta e acordei com um baita resfriado. Fui todo o<br />
percurso espirrando e com o nariz congestionado&#8230; Que tortura! Não se via um<br />
sinal de vida por muito tempo e paramos por volta de 14:00h para o almoço no<br />
meio do nada. Marco tinha preparado a ração e tivemos que comer ali mesmo no<br />
deserto. Alfredo encostado em uma roda do Off-Road e eu na outra&#8230; Sombra era<br />
disputada mas a experiência foi demais. Após esse banquete ao ar livre seguimos<br />
novamente o comboio.</p>
<p>Chegamos a Mandalgovi e deveríamos dormir em um hotel desta<br />
vez mas ao vê-lo nos deu vontade de voltarmos as Ger’s que estávamos muito mais<br />
<img class="alignleft size-medium wp-image-290" title="gobihotel" src="http://aitaparamotor.com/mongolia/wp-content/uploads/2011/08/gobihotel-300x166.jpg" alt="" width="300" height="166" />confortáveis&#8230; Depois de nos ajeitarmos no quarto descobri que nas<br />
proximidades tinha um local com conexão internet&#8230; Era um sonho, no meio do<br />
deserto finalmente teria conexão com o mundo e, principalmente, conseguiria<br />
falar com a minha família! Corri para o local e comecei a trabalhar atualizando<br />
o site da expedição e ajustando algumas imagens, fazendo hora para telefonar a<br />
casa, pois pra mim já eram 18:00h mas no Brasil eram ainda 7:00h da manhã. Por<br />
fim conseguí falar com a minha esposa, ouvi a voz de meu filho que me deu a<br />
notícia que meu carro já estava adesivado com muitas fotos de voo do papai e<br />
minha alegria foi imensa! Ninguém entendeu nada na lan house&#8230; Uma porque não<br />
entenderiam mesmo o Português e outra porque eu estava muito eufórico!</p>
<p>Neste meio tempo passei por uma experiência estranha pois<br />
<img class="alignleft size-medium wp-image-291" title="computador" src="http://aitaparamotor.com/mongolia/wp-content/uploads/2011/08/computador-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" />estava neste local quando tudo começou a tremer por cerca de 5 segundos. Achei<br />
muito estranho e olhei para os lados e percebi que todos estavam assustados.<br />
Uma menina até se levantou e foi pra fora da casa. Quando retornei ao hotel contei<br />
ao pessoal o que havia passado e Raffaele e Alessio também sentiram o tremor de<br />
terra. Passamos por um pequeno terremoto o que foi no mínimo curioso e<br />
inusitado.</p>
<p>Hoje não voaríamos neste local e Marco combinou o jantar.<br />
Desta vez não foi Huushuur (Sopa de legumes e carne com os capeletes recheados)<br />
e sim uma mistura de carne, sempre gordurosa, com ovo e legumes. Estava gostosa<br />
a comida, aliás por aqui eles comem de um modo mais próximo do nosso, apesar do<br />
excesso de gordura nas carnes. Retornamos ao hotel e aproveitei a energia<br />
elétrica para descarregar algumas imagens e realizar outros trabalhos que<br />
estavam atrasados e logo depois cama!</p>
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		<title>Flaming Cliffs</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Aug 2011 02:21:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aitaexp</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>

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		<description><![CDATA[Acordamos muito cedo pois tínhamos um plano de voo para as 6:00h mas o vento estava um pouco forte e discutimos e estudamos muito esse voo eu e Raffaele porque pra mim dava pra decolar com uma certa tranqüilidade mas Raffaele pensou em todas as possibilidades negativas e como o hospital mais próximo estava a &#8230; </p><p><a class="more-link block-button" href="http://aitaeventos.com.br/mongolia/?p=279">Continue lendo &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-280" title="DSC00531" src="http://aitaparamotor.com/mongolia/wp-content/uploads/2011/08/DSC00531-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" />Acordamos muito cedo pois tínhamos um plano de voo para as<br />
6:00h mas o vento estava um pouco forte e discutimos e estudamos muito esse voo<br />
eu e Raffaele porque pra mim dava pra decolar com uma certa tranqüilidade mas<br />
Raffaele pensou em todas as possibilidades negativas e como o hospital mais<br />
próximo estava a cerca de 1.000Km decidimos não voar. O vento no deserto de<br />
Gobi pode mudar de um momento ao outro. Vimos anteriormente o vento chegar a<br />
70Km/h e não podíamos arriscar, afinal deveríamos chegar a tarde ao local mais<br />
esperado da expedição, Flaming Cliffs.</p>
<p>Desmonta-se equipamentos e vamos as dunas de Khongorin Els.<br />
O visual era espetacular e o vento havia abaixado bastante e corremos para<br />
montar os equipamentos. Raffaele decolou primeiro, Alfredo logo depois e eu por<br />
último enquanto o resto da equipe nos esperava mais adiante a cerca de 5Km. Quando<br />
entramos em voo tivemos a certeza de que esta viagem foi um grande presente a<br />
todos pois nunca tinha voado um local tão fascinante como aquele. Vento liso e<br />
constante, uma mescla de deserto de areia e dunas com uma vegetação rasteira e<br />
poças de água, muitos camelos pastando junto aos cavalos e um espaço de voo<br />
gigantesco. Nos divertimos muito e fizemos muitas imagens aéreas do local.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-283" title="camelosdunas" src="http://aitaparamotor.com/mongolia/wp-content/uploads/2011/08/camelosdunas-300x224.jpg" alt="" width="300" height="224" />Edson e Alessio decolaram em seguida e eu e Raffaele já havíamos pousado e no<br />
momento passava um Mongol com dois camelos, pedimos pra dar uma volta e<br />
finalmente realizei um grande sonho de andar em um camelo em meio ao deserto. A<br />
experiência foi fantástica e como o camelo é confortável! Com duas corcovas<br />
você pode apoiar suas costas num tranqüilo balanço que segue seu lento passo.<br />
Edson e Alessio voava sobre nossas cabeças&#8230; Eu estava no meio do deserto<br />
andando a camelo com o pessoal voando de paramotor pertinho&#8230;. Que demais!</p>
<p>Novamente carregamos os carros e partimos rumo a Bayanzag,<br />
onde está Flaming Cliffs. Foi feito muita publicidade pelo Marco deste lugar<br />
pois eram as imagens que ele esperava a muito tempo.</p>
<p>Quando lá chegamos foi<br />
realizada uma reunião geral para explicar as particularidades do local e nos apresentaram<br />
um filme dos primeiros exploradores que descobriram os fósseis de dinossauros<br />
mais surpreendentes em 1920. Andrews Chapman achou naquele local o Protoceratop<br />
Andrewis e ali ficou conhecido como o maior sítio paleontológico da Mongólia.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-284" title="flming cliffs" src="http://aitaparamotor.com/mongolia/wp-content/uploads/2011/08/flming-cliffs-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" />Fiquei muito entusiasmado com a história e Marco nos<br />
convidou a ir conhecer um seu amigo que mora na região e conhece o lugar como<br />
ninguém. Marco o chama John Wayne, pois nem ele sabe o seu nome Mongol. JW é um<br />
senhor Mongol que tem 70 anos, anda com uma moto tipo cg 150 e segundo marco é<br />
quem encontra todos os fósseis na região por conhecê-la por completo. Já do<br />
carro podíamos admirar a beleza dos grandes canyons do local. O sol estava<br />
posicionado de forma que o jogo de sombras e luzes davam um tom de vermelho especial<br />
ao terreno. O local é fantástico! Eu não me canso de surpreender-me com o<br />
deserto. Paramos para muitas fotos e John Wayne aparece muito empolgado e feliz<br />
de ver Marco. Começam a conversar e Marco se entusiasma. Acompanhamos JW até um<br />
duna da região e ele começa a cavar um buraco e eis que surge diante de nossos<br />
olhos um fóssil de um crânio perfeito de Protoceratop muito grande. Marco<br />
admira a recente descoberta.</p>
<p>Voltamos animados e sem saber ao certo o que tudo aquilo<br />
representava mas Marco frisou que tivemos muita sorte em presenciar aquela<br />
experiência. Eu estava motivado a fazer um belo voo para mapear os milhares<br />
veios de erosão que formam o relevo do local e chegando ao local de decolagem<br />
Raffaele e Alessio já nos esperava com os paramotores montados. Eu estava<br />
ansioso e convenci Raffaele a decolar um pouco mais cedo do combinado. Pegamos<br />
nossas câmeras e fomos voando até o local do mapeamento, estava muito<br />
turbulento e não conseguíamos manter o horizonte da filmagem, aliás, por muitas<br />
vezes tínhamos que soltar a câmera para agarrarmos os batoques&#8230; Resolvemos<br />
voltar e ao analisar as imagens uma certa decepção. Estavam muito tremidas e<br />
desfocadas. Aquilo foi um balde de água fria, tanta espera, muitos Kms para<br />
chegarmos ali, expectativa do Marco para análise destas imagens&#8230; Resolvemos<br />
esperar e decolar mais tarde.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-285" title="decolflaming" src="http://aitaparamotor.com/mongolia/wp-content/uploads/2011/08/decolflaming-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" />O vento, ao invés de abaixar estava aumentando sua<br />
velocidade e por um momento bateu uma certa frustração. Decolamos mesmo assim,<br />
mesmo sabendo que aquele vento poderia transformar-se em um tufão e que<br />
enfrentaríamos rotor do relevo irregular do local. Por sorte a situação<br />
melhorou quando voávamos e conseguíamos manter o parapente em voo retilíneo e<br />
captar as imagens. Após cerca de 1 hora de voo retornamos a decolagem e<br />
mostramos as filmagens a Marco na câmera que abriu um largo sorriso e nos<br />
cumprimentou. Pela sua expressão tivemos a certeza de ter feito um excelente<br />
trabalho, o que foi realmente muito gratificante!</p>
<p>Durante o jantar falávamos somente do voo que ficou marcado<br />
na memória de cada um e revíamos as filmagens que captamos&#8230; Um Mongol do<br />
acampamento que estávamos queria algumas fotos aéreas e comecei a selecionar em<br />
meu lap top as imagens quando passei a foto de minha família&#8230; Meu Deus, que<br />
saudades!!! Ví a foto de meu filhinho de 2 anos que é muito apegado a mim, a<br />
minha esposa maravilhosa que está me dando a maior força e minha filhinha de<br />
apenas 4 meses. A nostalgia bateu forte e eu não podia fazer nada mais do que<br />
olhar as fotos e relembrar os bons momentos que passo em família, embrenhado<br />
neste deserto tão longe de casa! Já era hora de dormir pois em poucos minutos<br />
desligariam a energia elétrica do gerador e caminhei silenciosamente até a<br />
minha Ger debaixo do céu mais estrelado que pode existir. Durmo em meio a uma<br />
explosão de sentimentos que vão da alegria do trabalho realizado a Nostalgia de<br />
casa. Uau!!!! Que dia!!!</p>
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		<title>Dunas no deserto</title>
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		<pubDate>Thu, 25 Aug 2011 09:41:55 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Acordamos com o céu encoberto, uma brisa suave e corremos para prepararmos os paramotores. Decolamos eu, Raffaele, Edson e Alessio. O visual era lunar. O local mais exótico que já voei em minha vida. Muitas dunas de cascalho altas formavam muitos relevos em diversas camadas. Um vale lindo e um rio delicadamente desenhado. Que lugar &#8230; </p><p><a class="more-link block-button" href="http://aitaeventos.com.br/mongolia/?p=239">Continue lendo &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-272" title="voo ongii" src="http://aitaparamotor.com/mongolia/wp-content/uploads/2011/08/voo-ongii-300x228.jpg" alt="" width="300" height="228" />Acordamos com o céu encoberto, uma brisa suave e corremos<br />
para prepararmos os paramotores. Decolamos eu, Raffaele, Edson e Alessio. O<br />
visual era lunar. O local mais exótico que já voei em minha vida. Muitas dunas<br />
de cascalho altas formavam muitos relevos em diversas camadas. Um vale lindo e<br />
um rio delicadamente desenhado. Que lugar esplêndido. Nos concentramos em<br />
captar algumas imagens. Após o voo arrumamos tudo e seguimos viagem com um<br />
certo pesar&#8230; O lugar era tão bonito que poderíamos ficar todo o resto da<br />
expedição ali mesmo!</p>
<p>No meio do caminho. Em meio do deserto, Marco queria ter um<br />
mapeamento do relevo e paramos para decolarmos e captarmos algumas imagens. O<br />
vento já estava muito forte e voamos somente eu e Raffaele. Um voo turbulento,<br />
pousamos e foi o tempo de guardarmos tudo e o vento dobrar sua velocidade.<br />
Imagino o que seria se estivéssemos voando naquele horário&#8230;</p>
<p>Durante a viagem pudemos apreciar a visão de uma miragem do<br />
deserto. O sol forte criava a impressão de um grande lago ao fundo, tinha<br />
alguns camelos pastando em um gramado verdinho. Um Oásis no deserto que<br />
realmente não existia, mas todos vimos!</p>
<p>O sol saiu de vez e o azul do céu está lindo com diferentes<br />
tonalidades. Muitos cúmulos perfeitos que parecem algodões e um forte calor<br />
depois de algum tempo de temperaturas frias demais e ventos fortíssimos. Que<br />
Contraste!</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-274" title="DSC00447" src="http://aitaparamotor.com/mongolia/wp-content/uploads/2011/08/DSC00447-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" />Conforme o solo muda os carros da expedição param para<br />
análises do solo e registro dos locais que passamos. Nos embrenhamos no Gobi e<br />
o terreno lentamente muda de cascalho para uma terra vermelha. Muita poeira na<br />
estrada e não vemos ninguém a horas e até onde minha vista alcança não vejo o<br />
fim da estrada. O clima está seco, as nuvens sumiram e nem o ar condicionado do<br />
carro vence o calor. O visual é espetacular&#8230;</p>
<p>Eram já 14:00h quando avistamos muito longe uma pequena<br />
cidade no meio do deserto onde aproveitamos para almoçar em um bar local. O<br />
menu era uma espécie de sopa de legumes com carne e aqueles capeletes<br />
recheados. Bem gorduroso mas gostoso.</p>
<p>De volta a estrada, já havíamos nos afastado bastante da<br />
cidade quando Raffaele ouve um barulho estranho no carro. Como não podia deixar<br />
de ser o carro que estávamos quebrou, um parafuso solto na suspensão fez com<br />
que perdêssemos muito tempo. A maioria da equipe aproveitou o momento para<br />
“descomer”, ali mesmo no deserto. E não adianta caminhar muito pois é tudo tão<br />
plano&#8230; Após mais de 1 hora, que prejudicaria nossa missão de voo do dia,<br />
partimos.</p>
<p>Do nada paramos a caravana e Marco saca fora uns potes e<br />
bolachas. Era uma parada para tomarmos literalmente o chá das cinco. Água<br />
quente, saquinhos de chá, bolachas com Nutela e fizemos o lanchinho no meio do<br />
deserto. Veio bem a calhar!</p>
<p>Aparece uma cadeia de montanhas ao nosso lado e de repente<br />
já estamos passando por ela. Tínhamos que atravessá-la para chegarmos ao nosso<br />
destino. Rapidamente o visual muda de novo e vemos grandes dunas de areia<br />
branca ao fundo e na planície duas corsas que correm livremente nos dão a<br />
impressão de um safári na África.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-275" title="voo dunas" src="http://aitaparamotor.com/mongolia/wp-content/uploads/2011/08/voo-dunas-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" />Estava tudo muito perfeito para decolagem e o visual era<br />
inacreditável. Corremos muito para prepararmos os equipamentos e em poucos<br />
minutos eu e Raffaele já estávamos no ar. Não deu nem pra curtir tanta beleza<br />
pois estávamos concentrados nas filmagens aéreas, mas voamos em cima das dunas,<br />
brincamos em um rio que corria paralelo e ao fundo lindas montanhas rochosas&#8230;<br />
Ali a altitude era de cerca 1600m e tivemos uma certa dificuldade para decolar<br />
e pousar pois nossas asas estavam muito veloz.</p>
<p>Alfredo preferiu não arriscar o voo pois estava muito<br />
difícil a decolagem sem vento e fez bem. Estamos no ponto mais longínquo da<br />
capital a cerca de 1200Km de um hospital e um simples ferimento pode estragar<br />
toda a aventura.</p>
<p>A notícia ruim era que no acampamento não teríamos<br />
disponibilidade de energia elétrica para carregar nossos eletrônicos e isso<br />
pode ser um grande problema. A preocupação é geral pois amanhã deveremos estar<br />
com tudo certo para o voo mais importante da expedição, onde registraremos e<br />
mapearemos Flaming Cliff, o local onde foram descobertos os mais importantes<br />
fósseis de dinossauros da Mongólia. Depois do jantar tínhamos que descarregar<br />
as imagens aproveitando um pouco de carga que ainda restava nas baterias dos<br />
equipamentos. Caio exausto na cama e durmo feito pedra, afinal o dia foi<br />
corrido e realizamos 3 importantes vôos&#8230;</p>
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		<title>Secret of Ongii</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Aug 2011 09:41:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aitaexp</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>

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		<description><![CDATA[O dia começa com Marco que entra em nossa Ger logo cedo com 3 jaquetas pesadas na mão e nos diz que fora estava muito frio. Dentro da Ger estava gostoso porque a lã e a pele mantém o calor e Suchra veio colocar lenha em nossa fogueira por volta de 5:00h da manhã. Me &#8230; </p><p><a class="more-link block-button" href="http://aitaeventos.com.br/mongolia/?p=237">Continue lendo &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-266" title="frio" src="http://aitaparamotor.com/mongolia/wp-content/uploads/2011/08/frio-300x205.jpg" alt="" width="300" height="205" />O dia começa com Marco que entra em nossa Ger logo cedo com<br />
3 jaquetas pesadas na mão e nos diz que fora estava muito frio. Dentro da Ger<br />
estava gostoso porque a lã e a pele mantém o calor e Suchra veio colocar lenha<br />
em nossa fogueira por volta de 5:00h da manhã. Me levanto e vou checar a<br />
informação e vejo que ale de muito frio também chove e venta bastante.<br />
Novamente não poderemos voar neste paraíso de verdes vales. Nossa esperança é<br />
que pare de chover no final de tarde pois estaremos nos aproximando do deserto<br />
de Gobi, que dizem só chove 3 vezes ao ano. Tomara que não seja bem os dias que<br />
passaremos lá.</p>
<p>Durante o café nos passam instruções do caminho que<br />
deveremos fazer a seguir, arrumamos as malas e estrada. O relevo da Mongólia é<br />
muito inspirador e podemos conversar de tudo durante o deslocamento. Ainda<br />
venta muito e a chuva persiste. Vimos alguns Iaques e resolvi chegar perto de<img class="alignleft size-medium wp-image-267" title="iaques" src="http://aitaparamotor.com/mongolia/wp-content/uploads/2011/08/iaques-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /><br />
um deles mas ele não quis conversa e me deu um chega pra lá. Mais a frente um<br />
arco-íris lindo que ia de uma montanha a outra nos indicava que o sol ia<br />
começar a brilhar. De uma hora pra outra a chuva passou, o sol voltou e as<br />
montanhas estão sumindo lentamente. O solo também mudou, o que antes era terra<br />
e grama agora é um cascalho com tufos de mato que lembram nossas veredas do<br />
sertão.</p>
<p>Já no meio do deserto passamos por uma incrível experiência.<br />
Paramos junto a 3 Ger’s ao acaso e Mokho chamou quem ali estava e lhe pediu que<br />
emprestasse sua casa para que pudéssemos fazer nossa refeição abrigados do frio<br />
e vento.  Imediatamente eles pararam tudo<br />
o que estavam fazendo e nos deixaram entrar em sua casa com todos os seus<br />
pertences dentro. Marco nos comentou que na Mongólia é assim, quando uma pessoa<br />
pede abrigo eles dão. Registramos o momento, almoçamos tranquilamente e nos<br />
despedimos.</p>
<p>Depois de horas no carro sem ver sinal de vida, em uma<br />
imensidão desértica vemos um senhor idoso que caminha pelo local. Não<br />
entendíamos de onde vinha ou para onde ia aquele ser. Uma coisa é certa, ele<br />
dormiria ao relento só com a roupa do corpo e o vento frio estava castigando.</p>
<p>Entramos em uma estrada que formava dunas de cascalho e<br />
apareceu algumas árvores, ficamos surpresos pois fazia muito tempo que não a<br />
víamos e estas tinham um tronco como veias de madeira que se entrelaçavam.<br />
Parecia mais um fóssil e Marco nos comentou que são muito velhas.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-268" title="secret-ongii" src="http://aitaparamotor.com/mongolia/wp-content/uploads/2011/08/secret-ongii-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" />O sol abre de vez e estamos chegando a Ongii, as portas do<br />
deserto de Gobi. Assim que chegamos ao acampamento ficamos emasbacados pois era<br />
um Ger Camp 5 estrelas. Um luxo no meio do deserto. A estrutura central possui<br />
uma arquitetura belíssima e ali temos o restaurante, banheiros, sauna, local<br />
para massagem, duchas&#8230; Ao redor vemos as ruínas de um velho mosteiro que foi<br />
destruído pelos russos em meados de 1940 pelo motivo de os monges estarem<br />
enriquecendo pois cobravam pedágios daqueles que passavam pelo Gobi rumo a<br />
Ulaanbatar. Estavam trocando religião por poder.</p>
<p>Eu que nem sou fotógrafo fico entusiasmado com a explosão de<br />
cores e contrastes que a Natureza nos presenteou e saio a procurar os mais<br />
variados ângulos para fotos e filmagens. Em um vale exuberante com um rio que o<br />
corta vou caminhando e nem percebo o quanto me distancio do acampamento. Não<br />
havia a mínima condição de voo pois o vento estava fortíssimo e me restava<br />
somente admirar aquele local estupendo.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-269" title="roupa-Suchra" src="http://aitaparamotor.com/mongolia/wp-content/uploads/2011/08/roupa-Suchra-225x300.jpg" alt="" width="225" height="300" />Depois de uma bela ducha vamos ao jantar e estava tudo tão<br />
organizado. O restaurante com um serviço 5 estrelas. Após entrada, prato<br />
principal e sobremesa o local nos proporciona um desfile com as roupas usadas<br />
pelos Mongóis em cada situação. Nosso motorista Suchra foi um dos modelos. Ele é muito engraçado, todo carrancudão e forte demais. Foi uma surpresa vê-lo desfilando. Retorno a Ger e fazemos a mesma rotina de sempre&#8230; descarregar imagens e combinarmos a programação de voo do dia<br />
seguinte.</p>
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		<title>Kharkhorin</title>
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		<pubDate>Tue, 23 Aug 2011 09:39:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aitaexp</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>

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		<description><![CDATA[Acordamos as 7:30h, meio tarde para o voo, logo após o café da manhã corremos para montar os equipamentos de voo. O local era convidativo com um enorme gramado bem ao lado do acampamento com um leve desnível, perfeito para decolagens de paramotor. O Edson decolou com uma ancoragem baixa desenvolvida pelo Raffaele e gostou. &#8230; </p><p><a class="more-link block-button" href="http://aitaeventos.com.br/mongolia/?p=235">Continue lendo &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-259" title="decol karkorin" src="http://aitaparamotor.com/mongolia/wp-content/uploads/2011/08/decol-karkorin-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" />Acordamos as 7:30h, meio tarde para o voo, logo após o café<br />
da manhã corremos para montar os equipamentos de voo. O local era convidativo<br />
com um enorme gramado bem ao lado do acampamento com um leve desnível, perfeito<br />
para decolagens de paramotor. O Edson decolou com uma ancoragem baixa<br />
desenvolvida pelo Raffaele e gostou. Alfredo teve alguma dificuldade pois<br />
estava com um paramotor desconhecido e um velame que não havia nunca voado e<br />
após algumas tentativas voou bonito.</p>
<p>Chegou a minha hora de voar e o local era belíssimo com um<br />
vale que nos fazia de pano de fundo neste gramado que era o sonho de qualquer<br />
voador de paramotor. Fiz algumas evoluções e o voo começou a ficar turbulento.<br />
Estávamos eu e Raffaele no ar, pousamos ao lado de nossas Ger’s e desmontamos<br />
tudo para seguir a programação.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-261" title="voo kharkorin" src="http://aitaparamotor.com/mongolia/wp-content/uploads/2011/08/voo-kharkorin-300x184.jpg" alt="" width="300" height="184" />Marco nos levou para conhecer o centro desta pequena cidade<br />
e no alto da colina um monumento. Lá chegando, o que mais chamou nossa atenção<br />
era o vento batendo de frente e um desnível de cerca 150m. Ninguém entendeu<br />
nada quando tiramos os velames do carro e duas seletes de passageiros e eu e o<br />
Raffaele começamos a brincar de inflagens. De vez em quando dava pra bater um<br />
lift tranqüilo, mas confesso que anos sem voar na montanha e estando em um<br />
local que as condições viram de repente, fiquei ressabiado de deixar o velame<br />
ganhar altura. Brincamos por ali mesmo.</p>
<p>O visual deste local era incrível. Marco nos contou que ali<br />
foi rodado um filme e não era pra menos. Um verde vale com altas montanhas e um<br />
rio enorme que o cortava. Pecado que de manhã não decolamos mais cedo e fomos<br />
em voo até ali. Seria um voo espetacular!</p>
<p>Não tínhamos muito tempo pois o resto da equipe queria ver<br />
um importante mosteiro da cidade e então fomos almoçar em um restaurante típico<br />
local. Comemos uma espécie de capeletão recheado com carne de carneiro e pastel<br />
de carne, tipo o do Brasil mesmo mas sem ar. Tudo extremamente gorduroso pois<br />
eles precisam tirar energia da gordura para enfrentar os longos invernos.</p>
<p>Caminhamos sentido o mosteiro e no meio do caminho Marco<br />
entra em uma portinha que pensávamos fosse um banheiro, Entramos também e do<br />
nada um mercado muito grande que vendia todo tipo de coisa se abre diante de<br />
nós. Uma cena estranha pois não esperávamos. Caminhando  vemos um pátio grande com muitas pessoas<br />
circulando, mesas de bilhar, crianças correndo, moto chegando com um porco&#8230;<br />
Tudo estranho e curioso.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-263" title="aguia" src="http://aitaparamotor.com/mongolia/wp-content/uploads/2011/08/aguia-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" />O tempo começa a virar e uma chuva começa a se formar,<br />
resolvemos então correr ao Erdene Zuu, o tal mosteiro. O que impressionou foi<br />
que logo na chegada tinha um monte de águias onde você com cerca de R$ 2,00<br />
podia pegá-la no braço e tirar fotos. Claro que não resisti, vesti o luvão de<br />
couro e a águia subiu em meu braço. A ave é muito pesada! E de fato eles falam<br />
por aqui que você está se formando um homem quando consegue carregar a águia em<br />
seu braço enquanto cavalga e está ficando velho quando não consegue mais.</p>
<p>Entramos no mosteiro e vemos muita beleza na sua<br />
arquitetura. Eu me disperso do pessoal para registrar o momento com fotos e<br />
filmagens enquanto a maioria faz um tour acompanhado por uma guia que conta a<br />
história do local. Começa a chuva forte e graças ao Marco que nos aconselhou<br />
adquirir uma capa de chuva eu estou preparado.</p>
<p>Pegamos estrada e seguimos rumo ao nosso próximo destino e<br />
víamos a imensidão de terras verdes em forma de longas colinas. O asfalto<br />
acabou e nos disseram que agora só daqui a 5 dias o veremos novamente, muito<br />
animador. Estamos agora nos aproximando de mais 1 dos belíssimos vales da<br />
região e ao fundo vemos uma pequena aldeia em meio a uma colina e no alto a<br />
presença de alguns pinheiros. É curioso pois não se vê muitas árvores por aqui.<br />
Casas com telhados coloridos contratam ainda mais o tapete verde das estepes.</p>
<p>O vento está muito forte e chove bastante. A temperatura cai<br />
drasticamente e talvez enfrentaremos problemas pois não estamos tão preparados<br />
a baixas temperaturas. Este cenário torna o voo impossível! O jeito é<br />
ajeitar-se no Ger Camp e sair pra janta. No meio deste acampamento tem uma Ger<br />
restaurante com cerca de 150m2 e um bar ao centro. Mesas ao redor e enquanto<br />
esperamos a comida passo as fotos de minha família pelo celular. Meu Deus, como<br />
aperta a saudade!!!</p>
<p>Retornamos a nossa Ger e ela possui um aquecedor central a<br />
lenha. Acenderam pra gente e deram-nos instruções de como operar, o que<br />
obviamente não entendemos uma palavra. O Kolumbus, que não pode ver uma<br />
novidade, começou a tacar lenha, papel e abanar o troço e quando vimos nossa<br />
Ger estava cheia de fumaça e com um calor insuportável. Rapidamente chegaram<br />
alguns locais que ficaram assustados pensando que a Ger estava pegando fogo,<br />
falaram meio irritados e a única coisa que entendi é que não devemos colocar<br />
mais lenha na fogueira&#8230;</p>
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		<title>Hustai a Kharkhorin</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Aug 2011 09:36:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aitaexp</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>

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		<description><![CDATA[Acordamos de manhã no Hustai National Park, tomamos o café e corremos em direção a Kharkhorin a cerca de 250Km. No meio do caminho vemos uma imensidão verde de colinas bem delineadas e um contraste de cores marcantes. A terra parece fértil mas não se vê agricultura por aqui e a explicação é o frio &#8230; </p><p><a class="more-link block-button" href="http://aitaeventos.com.br/mongolia/?p=233">Continue lendo &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-253" title="DSC00176" src="http://aitaparamotor.com/mongolia/wp-content/uploads/2011/08/DSC00176-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" />Acordamos de manhã no Hustai National Park, tomamos o café e corremos em direção a Kharkhorin a cerca de 250Km. No meio do caminho vemos uma imensidão verde de colinas bem delineadas e um contraste de cores marcantes. A terra parece fértil mas não se vê agricultura por aqui e a explicação é o frio intenso. Apesar de estarmos na mesma latitude de Genebra, existem duas cadeias de montanhas chamadas Altai e Khahngaj que canalizam os ventos fortes e gelados provenientes da Sibéria deixando o clima ainda mais frio que a Europa. Por isso vemos tantos nômades pastores de rebanhos e nenhum agricultor. No carro lembramos do voo maravilhoso que fizemos no dia anterior, com muito aproveitamento para a expedição pois foi possível a captação de algumas imagens aéreas. Depois do voo, ao entardecer, um perfume intenso de flores do campo pairava sobre o ar. Marco nos disse que aquele é o perfume característico das estepes e provém de uma planta chamada em italiano de Artemisia.</p>
<p>Estávamos revigorados pois a experiência de dormir em uma Ger no meio do deserto foi prazerosa demais e muito confortável. Por aqui existe uma música chamada omii. Consiste em uma vibração diferente das cordas vocais que produz um som em uma determinada freqüência capaz de percorrer uma distância longa nos desertos e assim o povo podia se comunicar melhor do que com assovios. Como é muito diferente e trêmulo os Franciscanos que vinham com a missão de evangelizar os Mongóis tornavam a casa apavorados e diziam que este povo eram demônios sobre a terra. Os europeus tinham medo deles e esse foi um ponto a favor nas conquistas de Genghis Khan. Chegamos ao local que devemos decolar e captar imagens, eu e o Benetti nos apressamos e preparamos os equipamentos. Decolamos em um grande campo com pequenas montanhas ao redor e sempre aquela imensidão de terra plana aos nossos pés&#8230; Lindo! Começamos a captar as imagens mas Raffaele se sente atraído em realizar algumas brincadeiras no ar. Pela estrada chega a tocar o teto do carro em movimento. Eu sigo concentrado mas eu perco em voo uma peça importante do suporte do equipamento e durante todo o voo tive que improvisar. Pousamos muitos kilômetros a frente em um horário que o ar já estava bastante turbulento. Tudo Ok, desmontamos os paramotores e nos dirigimos a Kharkhorin. O dia ainda nos reservava muitas surpresas.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-254" title="DSC00234" src="http://aitaparamotor.com/mongolia/wp-content/uploads/2011/08/DSC00234-300x168.jpg" alt="" width="300" height="168" />Paramos em um posto de gasolina e vimos Marco e Raffaele que discutiam. Acho que Marco pretendia mais concentração no trabalho de Raffaele ao invés de jogos no ar. Os dois se estranham pra valer e o clima começa a pesar. Será que isso poderá afetar a continuidade da expedição? Espero que não! Continuamos nossa jornada e Marco decide parar no alto de uma colina onde tem um ponto religioso local para algumas fotos quando se aproxima um cavaleiro Mongol idoso, com seu 78 anos e os dois começam a conversar. Marco corre no carro e pega uma vasilha decorada com tabaco dentro e eles trocam um com o outro e os dois cheiram o produto. Depois Marco nos diz que quando dois homens se encontram no deserto eles trocam tabaco como forma de respeito. Foi show! Antes mesmo de chegarmos nos deparamos com um bando de camelos que pastavam tranquilamente próximo a estrada. Parada para fotos. Eram muitos camelos o que chamava a atenção até mesmo dos Mongóis que por ali passavam. Finalmente chegamos ao Ger Camp e ficamos sempre surpresos com cada local. Algumas mulheres veio com um carrinho de mão pegar nossas bagagens e nos acomodaram em nossa Ger. O lugar era fantástico para voar de paramotor e corremos para montar nossos equipamentos.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-256" title="DSC00265" src="http://aitaparamotor.com/mongolia/wp-content/uploads/2011/08/DSC00265-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" />Voar todos os dias é muito bom. Marco nos recomendou uma área para captarmos imagens. Decolamos eu, Raffaele e Alessio. Decolagem tranqüila e voo também nos primeiros minutos mas de repente o vento apertou muito ficando forte e turbulento. A vela não avançava e chacoalhava demais. Decidi pousar e retornei ao local que decolei. Raffaele pousou mais distante pois não quis nem arriscar chegar ao local e Alessio pousou um pouco mais acima de mim. O bom daqui que tudo é pouso!!! Nos preparamos para o jantar que por sinal estava muito bom, no restaurante do Ger Camp. O serviço impecável! Pensei que fosse passar dificuldade na alimentação por aqui em vez disso voltarei com alguns Kgs a mais&#8230;. Todos nos reunimos na Ger Brasil (hehe) para análise das imagens do dia e ficamos muito satisfeitos com o resultado. Tenho dormido muito pouco e nesse dia em especial eu estava com uma dor de cabeça terrível. É melhor dormir pra ver se passa!</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Saída de Ulaanbatar</title>
		<link>http://aitaeventos.com.br/mongolia/?p=231</link>
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		<pubDate>Sun, 21 Aug 2011 09:35:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aitaexp</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://aitaparamotor.com/mongolia/?p=231</guid>
		<description><![CDATA[Acordamos cedo, arrumamos as malas e fomos ao café da manhã enquanto esperávamos Marco e o resto da equipe para finalmente embarcarmos rumo aos desertos da Mongólia. Finalmente chegam e montamos os carros e partimos. Antes, uma parada no aeroporto Chinggis Khaan (é assim o jeito certo de escrever e se pronuncia algo como Thindis &#8230; </p><p><a class="more-link block-button" href="http://aitaeventos.com.br/mongolia/?p=231">Continue lendo &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://aitaparamotor.com/mongolia/wp-content/uploads/2011/08/DSC001391.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-245" title="DSC00139" src="http://aitaparamotor.com/mongolia/wp-content/uploads/2011/08/DSC001391-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" /></a>Acordamos cedo, arrumamos as malas e fomos ao café da manhã<br />
enquanto esperávamos Marco e o resto da equipe para finalmente embarcarmos rumo<br />
aos desertos da Mongólia. Finalmente chegam e montamos os carros e partimos.<br />
Antes, uma parada no aeroporto Chinggis Khaan (é assim o jeito certo de<br />
escrever e se pronuncia algo como Thindis kã) para pegarmos o último piloto que<br />
compõe a equipe, o italiano Alessio. Enquanto esperamos temos tempo para<br />
conhecermos mais da história local e ficamos fascinados com a história do maior<br />
Khaan (Líder supremo) da Mongólia: Tumur ou Timurgin, mais conhecido como<br />
Genghis Khan, aos cinco anos de idade, teve a família inteira assassinada por<br />
uma tribo inimiga e escapa pelos desertos fugindo por 13 anos. Durante suas<br />
andanças ele faz muitos amigos e consegue reunir muitas tribos. Ele não é<br />
somente um grande guerreiro como também um excelente relações públicas e grande<br />
estrategista. Retorna naquela tribo inimiga e os domina. Forma um grande<br />
exército e parte para a conquista do mundo.</p>
<p>Alessio chega e todos iniciamos a viagem. Saindo de<br />
Ulaanbatar podemos ver muitas construções sendo finalizadas, outras<br />
abandonadas, muitas casas sem um padrão arquitetônico claro, algumas feitas de<br />
madeira e telhados coloridos e prédios mais modernos ao lado de Ger’s feitas em<br />
peles de animais, tudo junto e de uma forma desordenada. Nos dá uma impressão<br />
de pobreza mas ficamos confusos pois parece que este é o padrão por aqui. Os<br />
terrenos são cercados e existem até condomínios fechados&#8230;. Fechados com tapumes,<br />
telhas, ripas, chapas, tábuas, mas são fechados! Estas cercas não nos parecem<br />
que seja tanto para conter invasões e sim para evitar a circulação de pessoas<br />
ou delimitar a área de seu terreno.</p>
<p>Temos Mokho como motorista e Raffaele nos conta algumas de<br />
suas histórias com entusiasmo. Mokho é tipo “Pau para toda obra” e no ano<br />
passado ele construiu uma carreta sob medida da noite para o dia para<br />
transportar o Paratrike e, Raffaele com dúvidas pergunta a Marco: “Essa carreta<br />
resiste a viagem” e Marco lhe responde: “Se foi Mokho quem fez pode ter certeza<br />
que já calculou que vai e volta”. No outro carro o motorista é o Suchra. Além<br />
de ótimo motorista é forte como um mamute e garantirá nossa segurança nos<br />
desertos. Ele é muito atencioso e prestativo, nos ajudando com a montagem dos<br />
paramotores e outros equipamentos e muito mais.</p>
<p>Assim que saímos da capital pudemos ter um vislumbre de como<br />
será nossa aventura. Podemos contemplar um pouco da imensidão das estepes e<br />
desertos da Mongólia que medem cerca de 3.000.000Km2. Pequenas montanhas e<br />
colinas passam por um cobertor sem fim de grama verde. Só imaginamos como é<br />
decolar daqui pois tudo é decolagem e tudo é pouso! O espírito que temos que<br />
ter para encarar essa aventura é o de concentração, reflexão e contemplação pois<br />
não podemos desejar nada mais do que o exuberante visual que Deus nos<br />
presenteou. Se aqui de baixo é essa maravilha imagina do alto.</p>
<p>Durante a viagem temos tempo para muitas conversas e consigo<br />
respostas a todos os meus questionamentos com o paleontólogo Marco, que mora na<br />
Mongólia durantes 6 meses. Fora do carro a paisagem vai mudando lentamente o<br />
cenário.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-246" title="DSC00153" src="http://aitaparamotor.com/mongolia/wp-content/uploads/2011/08/DSC001531-300x225.jpg" alt="" width="300" height="225" />Chegamos ao Hustai National Park rodeados de chuva para todo<br />
lado e pensamos que a previsão estava certa e demoraríamos para tirar os pés do<br />
chão. O vento soprava muito forte impossibilitando qualquer pensamento de<br />
decolagem. Marco nos reuniu para algumas instruções de como se comportar nas<br />
Ger’s. Devido as portas serem muito baixas devemos sempre tirar o boné e óculos<br />
de sol. Ficamos muito entusiasmados quando vimos de perto o acampamento com as<br />
Ger’s alinhadas. Elas são realmente confortáveis, feitas de madeira, pele e lã<br />
de carneiro. Dentro é aconchegante com 3 camas características e pintadas de<br />
muitas cores prevalecendo o amarelo e laranja. O colchão é bom e tem<br />
eletricidade. Tudo que é madeira tem pintura decorativa. As portas são<br />
realmente baixas e com um grosso batente. O Kolumbus deu-lhe uma testada que<br />
quase o pôs a nocaute, fez um galo e reclamou até umas horas&#8230;</p>
<p>No campo ao redor das Ger’s vemos camelos e cavalos que<br />
podem ser alugados para um passeio. Muitos insetos ao redor deles faz com que<br />
os cavalos tenham uma característica de mexer muito a cabeça. O interessante é<br />
que você pode mudar a perspectiva de qualquer objeto ganhando um novo cenário<br />
sob diversos ângulos, sempre com uma profundidade incrível. A National<br />
Geographic classificou a Mongólia como o melhor país para fotografias. Agora<br />
entendo. Fantástico.</p>
<p>No Ger Camp tem um restaurante central no qual fomos<br />
almoçar. Era self service com algumas sopas típicas e pratos ocidentais como<br />
macarrão, bife, arroz, batatas fritas&#8230; Comíamos e olhávamos o vento forte que<br />
parecia que não ia acalmar nunca. Estávamos ansiosos pelo primeiro voo na<br />
Mongólia.</p>
<p>Os banheiros são fora da Ger em um mesmo local para todos.<br />
Fiquei impressionado ao ver tamanha estrutura em um deserto.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-250" title="hustai decolando" src="http://aitaparamotor.com/mongolia/wp-content/uploads/2011/08/hustai-decolando-300x161.jpg" alt="" width="300" height="161" />As 16:00h o vento começou a dar uma trégua e propus que<br />
fôssemos ao campo jogar com os velames e em pouco tempo o céu abriu e o vento<br />
parou de vez. Correria para montarmos os equipamentos, finalmente íamos voar.<br />
Devido os seus 1.300m de altitude foi muito difícil a decolagem e o voo estava<br />
muito veloz. A vela estava super ágil e pouco a pouco fui me habituando aquela<br />
atmosfera. Não era um voo com grandes responsabilidades e sim reconhecimento de<br />
área. Estava espetacular. A impressão é que você faz parte de um lindo quadro,<br />
apenas um ponto ou um pequeno detalhe em meio a vastidão das estepes. O palco<br />
muda lentamente a cada metro voado mas basta uma curva para você se maravilhar<br />
com a grandiosidade das estepes.</p>
<p>Fui o primeiro brasileiro a voar na Mongólia!!! Uma sensação<br />
incrível me levou literalmente as alturas. Edson decolou após eu pousar e<br />
Alfredo preferiu não arriscar pois as condições começaram a piorar. Os ventos<br />
começaram a apertar novamente e escorriam pelas sinuosidades do relevo deixando<br />
o ar turbulento. Voltamos a nossa Ger satisfeitos e maravilhados pois pra mim<br />
era a realização de uma vontade que cresceu através dos meses que antecederam<br />
nossa viagem.</p>
<p>Após o jantar, que por sinal estava muito bom com um serviço<br />
impecável dos garçons, fomos a nossa rotina de final de dia, ou seja,<br />
descarregar as imagens de todas as câmeras, carregar as baterias, controlar os<br />
equipamentos, escrever algumas linhas e dormir&#8230;</p>
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		<title>Estamos saindo</title>
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		<pubDate>Sun, 21 Aug 2011 01:41:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>aitaexp</dc:creator>
				<category><![CDATA[Diário de Bordo]]></category>

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		<description><![CDATA[pestamos embarcando para a aventura!!! Daqui a pouco marco, o paleontólogo vem nos buscar para viajarmos ao deserto. /p pAproveito os ultimos momentos de conexão para deixar registrado aqui o meu entusiasmo para iniciarmos esta grande aventura./p pEstamos todos muito bem!!! Essa capital é bem estruturada e agora estamos no mesmo Cafe Amsterdam onde temos &#8230; </p><p><a class="more-link block-button" href="http://aitaeventos.com.br/mongolia/?p=230">Continue lendo &#187;</a>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>pestamos embarcando para a aventura!!! Daqui a pouco marco, o paleontólogo vem nos buscar para viajarmos ao deserto. /p<br />
pAproveito os ultimos momentos de conexão para deixar registrado aqui o meu entusiasmo para iniciarmos esta grande aventura./p<br />
pEstamos todos muito bem!!! Essa capital é bem estruturada e agora estamos no mesmo Cafe Amsterdam onde temos um bom cafe da manhã./p<br />
pVamos ao deserto!!!!br/p</p>
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